quarta-feira, 5 de outubro de 2011
GANDHI
Outro dia assisti ao filme para conhecer melhor a história. Na verdade eu não sabia nada sobre ele, só que tinha pregado a resistência pacífica, a não violência. Enfim, assisti em dois atos, porque assim como o Marco Túlio Cícero de "Um Pilar dde Ferro", Gandhi foi me dando nos nervos. O começo do filme é ele morrendo e depois se desenrola a estória para contar porque ele levou aquele tiro. Mas até o fnal do filme até eu já estava justificando aquele tiro. Cara teimoso. Devia ser Taurino! Ele queria, no fundo, mudar a natureza humana! Meu Deus, homens bons? Civilizados, trabalhndo juntos, sem distinção de raça, credo, cor? Em que mundo ele queria viver? No céu, porque aqui na Terra é que não era. Não sei se vou saber explicar, talvez editando o possa, mas, alguém já viu uma pessoa, se achando "coberta" de razão, com argumentos que a convencem, escutar um argumento contrário, refletir a respeito da diferença e aceitar? Não digo mudar de idéia, mas aceitar o argumento diferente e conviver pacificamente com ele? Lembrem-se: o argumento que acoberta a pessoa na verdade a protege do desconhecido, do inusitado, do "fora do plano". Alguém já viu tal coisa? Tudo bem, ele era advogado, inteligente, rapidez de pensamento e pausa no falar, um líder. Uniu a Índia, lutou contra as discriminações às castas e às mulhers, beleza. Mas fazer muçulmanos e hindus ignorarem sua religião? Uau! Logo a religião, um concreto no coração dos homens, a justificativa para tantas barbáries e intolerâncias. Num dado momento do filme ele concorda comigo e pergunta se é muito teimoso. Gente, que raiva me deu da teimosia dele! Mas óbvio, meu comentário não é para polemizar, mas para refletir a respeito das minhas próprias teimosias. Ter ouvidos para ouvir o outro, tá difícil! Como Fernandinho falava: "arre estou cansado de semideuses, onde há gente neste mundo?" Todos tão perfeitos e corretos... Admirei a coragem dele, e sua teimosia, porque concordo plenamente com ele quando diz que os "poderosos" podem se dar bem (sic) por um tempo, mas que no fim a justiça ganha. Esse tempo pode ser mais longo, e muitas vezes é, do que nossas vidas, mas é óbvio que ele tem razão, porque a própria sobrevivência da humanidade nos prova isso, chega uma hora em que a opressão não tem mais espaço, porque é natural o homem querer respirar. A conclusão a que chego é que ele estava cansaço e queria levar um tiro.
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